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Raphael Aquino de Souza
Rio de Janeiro - BR-RJ
há 2 meses
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Rossini Andrade Rocha
há 1 mês
Bom dia, irmão.
Não existe óleo vitalício especialmente em câmbio automático. A viscosidade se degrada com o tempo, temperatura e esforço mecânico. E não é apenas o óleo que importa, o filtro também precisa ser substituído, pois ele retém partículas metálicas (limalhas) geradas pelo desgaste natural dos componentes internos.
No cárter do câmbio existem ímãs responsáveis por reter essas limalhas. Com o tempo, eles acumulam material metálico, e se isso não for removido durante a manutenção, pode comprometer a eficiência do sistema e reduzir a vida útil do câmbio.
Sobre a chamada “diálise” (troca dinâmica):
O procedimento correto envolve:
Drenagem do óleo antigo;
Substituição do filtro;
Limpeza do cárter e dos ímãs;
Colocação de óleo novo;
Funcionamento do veículo por alguns minutos para circulação;
Nova drenagem (quando aplicável);
Preenchimento com o fluido definitivo.
Esse processo encarece um pouco, mas garante renovação muito mais completa do fluido.
Já a troca por sucção, sem remoção do cárter e sem substituição do filtro, apenas retira parte do fluido antigo, mantendo resíduos e contaminantes no sistema. É uma manutenção parcial.
No meu caso, com 160 mil km, fiz a primeira troca com 60 mil km e a segunda com 120 mil km.
Outro ponto importante: o modo correto de estacionar veículos automáticos. O procedimento ideal é:
Manter o pé no freio;
Acionar o freio de estacionamento;
Soltar levemente o pedal para o peso do carro apoiar no freio;
Só então engatar o “P”.
Quando se engata diretamente no “P” sem esse cuidado, todo o peso do veículo fica apoiado no pino de estacionamento da transmissão, o que pode gerar esforço excessivo e, ao longo do tempo, desgaste prematuro e maior geração de partículas metálicas no câmbio.
Manutenção preventiva sempre sai mais barata que câmbio novo.
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